quinta-feira, 26 de março de 2009

Autoritarismo Doutrinário - Por Eduardo Moura

Até que ponto questionar um líder constitui-se um pecado?É correto fazê-lo?

Definição de questionar: v.t. Interpelar: questionar uma autoridade. / Disputar sobre, controverter: questionavam a imortalidade da alma. / Contestar em juízo, demandar: questionar o direito de alguém. /

Tem se tornado comum os ditadores religiosos chamarem de rebeldes os que escapam de seu sistema de controle, apesar de a Bíblia definir a rebeldia como o ato de desobediência aos mandamentos de Deus. Isso não passa dum meio de manipulação no sentido de pressionar as pessoas, e não deve ser levado em conta, pois na Escritura, Deus chama de rebeldes exclusivamente àqueles que desobedecem aos preceitos éticos divinais. Se uma pessoa decide deixar uma organização religiosa, não estando em falta à vista de algo mal feito que paire contra si, ou em virtude de algum descumprimento de seus compromissos, então, onde está a rebeldia? O termo “rebelde” vem se aplicando ultimamente a pessoas que tem se negado a se tornarem cúmplices de manipulações doutrinais e de atos ilícitos de líderes autoritários.
É surpreendente que os ministros e seitas que estão fora de autoridade espiritual, tenham o cinismo de chamar rebeldes àqueles que, tendo se cingido das Escrituras, os questionam, pedindo reformas de práticas autoritárias, se negando a participar em ilicitudes e os denunciando. Dito de outro modo, há sistemas religiosos que estão em rebeldia, e chamam de rebeldes àqueles que atuam em consonância com a autoridade dos ensinamentos de Jesus. Incrível! Ironicamente, o próprio Novo Testamento é quem qualifica de rebeldes àqueles ministros e grupos religiosos que, com suas inumeráveis fraudes, imoralidades e desobediência ao Evangelho de Cristo, condenam inocentes taxando-os de “rebeldes”. Jamais deveríamos temer tais acusações de “rebeldia” provindas de ministros que vivem de forma imoral ou desonesta ou que se afastam dos ensinamentos de Cristo. Eles não têm nenhuma autoridade divina.

O mito de que não se devem questionar os ungidos.

Um dos ensinamentos favoritos para infundir medo e manter cativas as consciências das pessoas, afastando-as da utilização da sua razão, está baseado neste texto do Antigo Testamento: “... não toqueis os meus ungidos...” (Salmos 105:15) Com esta passagem os líderes autoritários pretendem, em primeiro lugar, eles próprios se estabelecerem como os tais ungidos. Em segundo lugar, ensinam que ninguém em sua congregação pode questionar com base nas Escrituras o ministro, nem assinalar que são más determinadas práticas ou doutrinas, tampouco dizer que esteja em pecado, ainda que seja comprovável e que esteja prejudicando alguém! Pois, isso seria “tocar no ungido” e segundo dizem, “se lhes acarretará o castigo de Deus sobre sua vida”.
Desta maneira eles podem ensinar o que querem, e assim também se conduzirem como melhor se lhes apetecerem, sem temer a obrigação de responderem diante de alguém por qualquer coisa que façam. Esta doutrina de “sujeição à autoridade” não somente é falsa, como também é contrária aos ensinamentos de Jesus, pois o Novo Testamento ensina que se o “nosso próximo” cai em pecado ou ensina algum erro, temos a obrigação de exortá-lo: “ Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão” (Mateus 18:15). Ou será que ninguém nunca ouviu falar que Paulo repreendeu a Pedro por conta de seu duplo comportamento, com os gentios de uma forma e com os judaizantes, outra?
O Novo Testamento ensina que se o nosso próximo está em pecado, temos o dever e o compromisso de confrontar sua falta. O negar-se a fazer isso que é pecado. É falta de amor. O mito de que não se deve questionar aos autodenominados ungidos é falso, pois contradiz o claro mandamento de “amar ao próximo como a ti mesmo”.

A interpretação correta do texto: “"Não toqueis, disse, nos meus ungidos”. O que realmente significa a passagem de Salmos 105:15?


Em primeiro lugar se refere, no contexto, a Abraão e à sua descendência em sua etapa inicial como “os ungidos”, não a um líder em particular. Nesse caso, uma aplicação moderna da passagem seria que não se deve tocar em qualquer membro do povo de Deus. Mas o que significa “tocar”? Bem, a passagem foi dada para que as poderosas nações vizinhas do povo hebreu, até então um pequeno grupo de nômades, não o saqueasse, matasse ou o roubasse, enquanto seguia em suas peregrinações. “Tocar” significava, no contexto, não prejudicar fisicamente a Abraão e a família. Isso é tudo o que diz a passagem, e se nos damos conta, isso não tem nada a ver com a proibição de confrontar, repreender, denunciar, questionar ou afastar-se de um líder religioso que se delinqüe ou que torce os ensinamentos de Cristo. Se como os líderes autoritários nos dizem, “tocar” num ungido é questionar um ministro e isso está proibido, então com que razão Paulo questionou e repreendeu a Pedro e logo depois registrou o fato em uma carta como exemplo aos cristãos da Galácia? (Gálatas 2:11-16)

Aprendamos isso: A Bíblia nos permite tanto questionar os ministros, como também confrontá-los, quando vemos que há um sério erro doutrinário ou da práxis ética em suas vidas. Isso está claramente estabelecido na Palavra de Deus:
- “Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente para que sejam sãos na fé” (Tito1:13).
- “Que pregues a palavra; que instes a tempo e fora de tempo; redarguas, repreende, exorta com toda paciência e doutrina” (2 Timóteo 4:2-3)
- “Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficásseis em Éfeso para advertires a alguns, que não ensinassem outra doutrina” (1 Timóteo 1:3)
De fato, não somente temos o direito de questioná-los. Temos também o direito de abandoná-los e sair de sua esfera de influência caso se recusem a corrigir a sua conduta imoral ou ensinamentos torcidos. Leiamos o que Cristo ensina a respeito:
- “Deixe-os; são condutores cegos; ora se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova” (Mateus 15:14).
- “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano” (Mateus 18:15-17).
Diante de tudo o que foi exposto, podemos constatar que os grupos autoritários manipulam as Escrituras para evitar prestar contas de seus atos aos fiéis. Lembrando sempre que questionar não significa desrespeitar, agredir verbalmente!!! O equilíbrio tem que ser a marca do cristão....

sábado, 14 de março de 2009

Indignados Sim!!! Amargurados Jamais!!! Final - Por Eduardo Moura

A INDIGNAÇÃO

Indignação – cólera e desprezo que uma ofensa ou ação injusta provocam. A indignação é PRÓ-ATIVA. Te leva a fazer o bem. A buscar uma saída positiva.

A vida de José é um exemplo de indignação pró-ativa.

Foi vendido por seus irmãos, comprado e levado a viver como escravo, foi acusado de abuso sexual injustamente, passou anos na prisão, foi esquecido quando deveria ser lembrado, mas não abaixou sua cabeça e nem fez do restante de sua vida um mundo de lamúrias nem uma tragédia. E olha que motivos não faltava!! Mas preferiu permanecer fiel. Foi honrado por Deus, elevado ao posto de segundo homem mais importante no Egito. Que exemplo a ser seguido!!!



O Apedrejamento de Paulo em Listra

Enviado por Deus para pregar àquela cidade, foi acusado de ser agitador, apedrejado e posto fora dos muros da cidade e dado como morto. O que ele fez? Recuperou-se e retornou novamente à cidade para cumprir o propósito de Deus!! O que você faz quando alguém te persegue? Prefere sumir, pede a Deus que te livre, que “faça justiça” ?

Diferenças entre a amargura e a indignação:

AMARGURA

· Faz perder o que você conquistou
· Te torna juiz
· Te afasta de quem te ama
· Te faz agir no contra-senso
· Te leva à loucura
· Te afasta de Deus

INDIGNAÇÃO

· Conquista o que aparentemente esta perdido
· Te ensina a ouvir
· Te aproxima de quem te ama
· Te faz agir no bom senso
· Te leva ao equilíbrio
· Te aproxima de Deus

O que você quer ser? Um amargurado ou um indignado?

A característica mais marcante de um amargurado é que ele NÃO CONSEGUE OUVIR A VOZ DE DEUS. Ele só olha os seus interesses, para dentro de si, busca culpados e foge do confronto. Mas o indignado não!!! Ele busca a vontade de Deus, está sempre avaliando os seus caminhos, vai para o confronto pois mais importante do que “estar bem” é que a vontade de Deus seja cumprida!!!

Dt. 30.19 “os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente, amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz....”

terça-feira, 10 de março de 2009

Indignados Sim!!! Amargurados Jamais!!! Continuação - Por Eduardo Moura


2 - Cuidado!!! A amargura te torna um juiz e te afasta de quem te ama;

Absalão – Terceiro filho de Davi, em II Sm 13.23, mata Amnon seu irmão, por causa de Tamar, sua irmã em virtude de uma relação incestuosa. Porém, este não foi um fato isolado, algumas de suas atitudes foram tomadas por causa da omissão de Davi seu pai. Ameaçou seu próprio pai e foi morto por Joabe no capítulo 18 de II Sm. Note-se que em momento algum Absalão busca o diálogo, seu desejo era ser um justiceiro, mas não podemos esquecer que a vingança pertence ao Senhor...

3 - Examine-se!!! A amargura te faz buscar culpados;

Este para mim é um dos exemplos mais impactantes. O amargurado nunca olha para dentro de si, mas procura as falhas dos outros. Noemi, uma serva de Deus, culpou o próprio Deus pela situação que estava vivendo. Sua família deixou sua terra natal, casada com Elimeleque, possuía 2 filhos, Malom e Quiliom. Seu marido sai de Belém (casa do pão) e vai para Moabe(lugar de maldição. Mais tarde, seu marido e seus filhos falecem, uma de suas noras a abandona e passa a viver de favores (catava as sobras). Deseja ser chamada de Mara, que quer dizer amarga em Rt 1.20. Noemi coloca em Deus a culpa por sua situação no v 13. “o Senhor descarregou contra mim a sua mão”. v. 21 “cheia parti...vazia o Senhor me fez tornar...”

4 - Os amargurados não enfrentam os inimigos de dentro, só vêem os de fora.

O maior problema de Noemi não foi culpar a Deus, mas de não perceber que tudo o que estava vivendo era conseqüência de algumas decisões erradas que foram tomadas. Eis o nosso maior desafio!!! Perceber o nosso erro. Como isso é difícil! É mais fácil procurar erro nos outros, culparmos pessoas, do que olharmos para dentro de nós!!!!

De quê se queixa o homem? Senão de seus próprios pecados diz Jeremias.
Examine-se pois o homem a si mesmo, diz Paulo em Coríntios.


5 - Abra o olho!!! Os amargurados se procuram;

Os Fariseus e Judas – Amargurados pela repercussão da pregação de Jesus e Judas amargurado pela repreensão recebida em João 12 (Maria unge com ungüento os pés de Jesus), tramam a prisão de Cristo e o prendem por 30 moedas de prata.

Diferenças - Por Eduardo Moura

1. SOMOS DIFERENTES

Definindo indivíduo

Somos mais de 6 bilhões de pessoas no mundo, mas não há uma igual a outra, nem mesmo os gêmeos uni vitelinos (nascidos de mesma placenta) são iguais. Nem mesmos as impressões digitais são iguais de um dedo para o outro, isso mostra a grandeza, a sabedoria e o poder do Deus Criador, ao fazer o ser humano, tudo isso “Ele fez e viu que era bom” Gn 1.

A Vida e as Diferenças

As diferenças existem em nossas vidas, pois somos únicos. Divergimos em várias áreas da vida: no ambiente familiar com os pais, irmãos, esposas, esposos, filhos, na escola, times de futebol, cores, escolha de pessoas, na faculdade, no trabalho, na igreja, ou seja, as diferenças estão em todas as partes, o que precisamos é saber administrá-las, aliás, são justamente essas diferenças que caracteriza nossa individualidade. Somos diferentes, pensamos diferentes, agimos de forma diferente, conforme o dito popular: “Cada cabeça, uma sentença.” Mas Deus nos fez assim e não precisamos abrir mão de nossa individualidade.


2. APRENDENDO A CONVIVER COM AS DIFERENÇAS

Por sermos diferentes, temos muitas dificuldades em aceitar os outros como eles são. Temos a séria tendência de querermos moldar às pessoas ao nosso jeito, à nossa forma de pensar e à nossa forma de agir. Mas Deus não nos quer iguais, por isso Ele nos fez diferentes, o desejo d’Ele é que mesmo que tenhamos diferenças, busquemos os objetivos comuns, que tenhamos ideais comuns.

Precisamos olhar o nosso irmão e vermos que apesar de diferentes, podemos estar juntos (ANDARÃO DOIS JUNTOS SE NÃO ESTIVEREM DE ACORDO?), podemos desfrutar da comunhão em Deus, das experiências no reino de Cristo e creio que verdadeiramente tem sido este o grande desafio da igreja moderna, qual seja, sermos amigos ao invés de sermos simplesmente irmãos! Que desafio Deus tem colocado para nós irmãos!!! Aceitar o nosso próximo como ele foi criado, aprendermos a ouví-lo, aceitá-lo na concordância e na discordância, enfim, recebermos o nosso irmão como ele é, do jeitinho que Deus o criou. Quando a igreja perceber como um todo que as nossas diferenças podem nos levar muito mais longe do que pensamos, certamente alcançaremos aquilo que Deus tem proposto para nós!!!

– SOMOS UM SÓ CORPO, MAS DIFERENTES MEMBROS

Pertencemos ao Corpo de Cristo, isto é, temos um só pai, um só senhor, uma só fé, um só espírito, porém, somos diferentes membros, cada um com a sua função dentro do reino, com sua tarefa, missão, vocação e chamado. Cada membro tem a sua funcionalidade e a sua importância dentro do corpo. Quando o apóstolo coloca a igreja como um corpo, ele quer dizer que os seus membros, exercem cada um a sua função para o bom ajustamento e crescimento deste corpo.

Cristo nos mostra o caminho da obediência através do exemplo do corpo, sujeitando-nos sempre às suas ordenanças como cabeça. Quão tem sido difícil hoje em nossas igrejas, ministrar sobre questões como submissão e obediência, pois estamos vivendo num tempo em que cada um procura fazer a sua própria vontade, buscando seus próprios interesses, mas não podemos esquecer nunca que no corpo de Cristo, prevalece sempre é a vontade do cabeça e não dos seus membros.


2.2 MEMBROS DIFERENTES, QUEM É MAIS IMPORTANTE?

Num corpo humano existem os olhos, os ouvidos, a boca, braços, pernas e etc., todos os membros, apesar de diferentes, nenhum é melhor ou mais importante que o outro. Quem já teve a oportunidade de imobilizar um braço, uma perna, vedar um dos olhos ou até mesmo perdeu um dos seus membros, seja ele total ou parcial, pode dizer o quanto esse membro fez ou faz falta. Pois bem, é justamente essa visão que Deus iluminou a Paulo para transmitir suas verdades nesta passagem. Que um membro, por menor importância que ele tenha na visão humana, ele faz muita falta no corpo, e a sua ausência é sentida de uma forma muito forte no corpo, pois assim, acarretará uma sobrecarga nos outros. Esta é a verdade do reino de Deus, que como membros, todos nós somos muito importantes, e que precisamos entender que se um membro sofre, todo o corpo sofre junto, assim também o cabeça. Cristo quer que cresçamos num corpo saudável, sentindo um a necessidade do outro, chorando uns com os outros, nos alegrando uns com os outros, isso se chama unidade!


2.3 AS DIFERENÇAS NOS MINISTÉRIOS, MAS COM OBJETIVOS COMUNS

Paulo fala em Ef 4.11 que Deus chamou.....

Percebemos nesta passagem que cada pessoa vai exercer dentro do corpo, isto é, da igreja, um ministério e uma atividade diferente. E aí voltamos à questão do corpo. Quem quer ser a unha? Os cílios? O dedinho do pé? Talvez a grande maioria das pessoas não queira ser um desses membros, por que não aparece muito, não fica em evidência e não ocupa posição de destaque. Quem tem prazer em limpar os bancos ou as cadeiras da igreja? Lavar um banheiro? Varrer o salão? Por outro lado, existem aquelas pessoas que utilizam uma pseudo-humildade e dizem: “Ah...estou fazendo isso aqui mas não preciso que ninguém me veja!! O Pai lá em cima está me vendo!!” Hipocrisia!, Na verdade ela gostaria que alguém a visse trabalhando e que fosse contar a alguém... Ou gostaria de estar lá frente fazendo algo de destaque. Porém, precisamos entender que tudo aquilo que fazemos, não estamos fazendo para nós, mas para Deus!!! Que Ele é quem te recompensa!!!É ele quem sabe a real motivação do teu coração! Portanto querido, seja qual for o teu chamado, se para limpar banco ou para pregar, que você sempre faça para a glória de Deus, pois como está escrito: “A glória é de Deus e Ele não dá a outrem.”

3 - DIFICULDADE EM ACEITAR AS DIFERENÇAS

Por que temos tantas dificuldades em aceitar as diferenças? Essa é uma pergunta que não quer calar! Como dissemos anteriormente, queremos muitas vezes moldar as pessoas aos nossos pensamentos. Queremos ser aceitos do jeito que somos, mas, muitas vezes, não estamos dispostos a aceitar as pessoas como elas são. Certa vez fui abordado por um irmão na entrada da igreja que me perguntou o porquê de eu não ser igual a um outro pastor? Disse a ele que somos diferentes, temos as nossas particularidades e que ele precisava aceitar-me como sou, que eu jamais seria igual ao outro. Talvez, o tenha entristecido, pois certamente ele gostaria que eu dissesse que procuraria ser igual. Mas isso não faz parte da nossa natureza, pois somos únicos, mas, são com essas diferenças que Deus nos usa no reino para o crescimento da igreja. A dificuldade em aceitar as diferenças nos remete ao texto de Lucas 17 quando um filho que pede a herança de seu pai para gastar de forma dissoluta, volta sem nada, completamente arrasado pela vida e pedindo seu perdão a seu pai e o que acontece?
a) Recebe roupas novas;
b) Calçado novo;
c) Anel no dedo;
d) Recebe uma festa;

Como conseqüência das atitudes do pai, seu irmão fica completamente transtornado e vai cobrar do pai uma explicação. Suas palavras expressam um sentimento frustração, inveja e revolta, porque seu irmão não era igual a ele, obediente, zeloso com os bens da família. Ele teve dificuldades em aceitar as diferenças, porque o amor às coisas era maior do que o amor pelas pessoas. Para ele, mais importante do que ter o seu irmão de volta, era a preocupação com os bens. Que lição tremenda esse texto trás pra nós. Aceitar as diferenças é amar as pessoas, coloca-las acima de qualquer outra coisa, é na verdade receber o coração de Deus e dar oportunidades. A quem você tem dado maior valor? Às coisas ou às pessoas? Pense nisso!!!

3.1 (INTOLERANCIA) A CAUSA DOS GRANDES CONFLITOS DA HISTÓRIA

Este ponto é fundamental para entendermos que não saber lidar com as diferenças pode nos trazer conseqüências sérias e terríveis. Quando olhamos para os povos do oriente médio, por exemplo, vemos que tudo isso que acontece hoje começou pelas diferenças entre duas mães Sarah e Agar, prosseguiu com dois irmãos, Isaque e Ismael, e se perpetua ao longo da história entre dois povos, árabes e judeus. É claro que existem princípios espirituais nisso tudo, porém, hoje, o maior problema enfrentado por esses dois povos e outros também é que, por não aceitar as diferenças são levados à intolerância, desenvolvendo sentimentos de ódio, causando muitas mortes, inclusive de pessoas inocentes.

A grande verdade é que muitos conflitos são oriundos de motivações religiosas, logo a religiosidade que deveria ser um elo de ligação entre os homens, tem sido objeto de destruição de povos, extermínios de pessoas, tudo em nome, pasme, de Deus. Mas como Deus vê isso? Certamente com muita tristeza, pois com a intolerância estamos descumprindo os mandamentos dado por Ele que é “amar a Deus sobre todas as coisas” e “amar o nosso próximo”. Pois quando amamos a Deus, pensamos e somos movidos pelos sentimentos d’Ele, que são o amor, perdão, tolerância e desta forma, enxergando no ser humano a sua importância para Deus e o amor divino para com ele, estaremos cumprindo o segundo mandamento citado.

3.2 COMO DEUS PODE USAR AS NOSSAS DIFERENÇAS NO REINO?

Como somos chamados ao reino com ministérios e vocações diferentes, precisamos buscar em Deus direção para nossas vidas, visando somar aquilo que temos de diferente e aplicarmos em prol dos objetivos comuns do reino. Temos por aí uma grande quantidade de igrejas divididas, onde cada líder puxa para um lado, ministérios divididos, pastores divididos, líderes de departamentos divididos, grupos divididos. Queridos, se Cristo afirmou que o seu maior desejo é que alcancemos a unidade, não podemos estar num lugar em que cada um puxa para um lado. Precisamos caminhar numa mesma direção, de modo que se você for atingido, eu também estarei sendo, por que somos um, afirmou Jesus. Deus pode e quer utilizar a igreja para influenciar essa sociedade perdida, mas para que isso aconteça precisamos da unidade e esse conceito não é para que anulemos as nossas diferenças, mas que possamos alcançar, com elas, os nossos objetivos que são comuns. Afinal, todos nós queremos ver um país melhor, uma cidade melhor, um bairro melhor. Para isso, precisamos trabalhar de forma que Cristo apareça e nós diminuamos, só assim, sem colocar os nossos interesses acima dos interesses de Jesus é que conseguiremos criar uma sociedade mais justa, mais fraterna e em conseqüência disso, veremos as pessoas se voltando para Deus, para que se cumpra o que está relatado em João: “Para que o mundo creia que Tu nos enviaste..” Precisamos ser um como o Filho e o Pai são um. O mundo só verá Cristo nos cristãos, quando eles forem um!!! Que Deus te abençoe em nome de Jesus.