Esta semana acompanhamos os noticiários de mídia escrita, falada e televisada relatando as atitudes dos funcionários de uma companhia que administra os trens urbanos no Rio de Janeiro em relação aos usuários que tentavam embarcar em um dos trens na estação de Madureira.
“Funcionários da SuperVia agridem passageiros que embarcavam na estação de Madureira” O Globo de 15/04/2009
Mas, o que revelam as atitudes destes funcionários que foram contratados para auxiliarem o embarque dos passageiros? Tais atitudes funcionais nos levam a imaginar inúmeras situações, tais como: Insatisfação, revolta, despreparo, incapacidade para o exercício das funções, certeza de impunidade, ato costumeiro, covardia e outros que você mesmo poderia pontuar.
Que os usuários deste meio de transporte passam constantemente por dificuldades, isso diariamente fica evidente. Composições lotadas, horários desregulados, serviço precário, riscos constantes de acidentes por falta de manutenção e até risco de morte em virtude da localização de determinadas situações. Porém, não poderemos deixar de citar o mau comportamento por parte de alguns dos usuários que persistem em viver na desordem, na falta de respeito e na falta de educação com os seus semelhantes.
Voltando às atitudes dos empregados, o que fica mais cristalino para mim é que o tratamento dado por eles aos usuários é apenas uma continuidade das atitudes que seus patrões teem em relação àqueles que se utilizam dos serviços da empresa. Em suma, é o reflexo, é o espelho, é a evidência das atitudes que vem de cima!! A referência deles é o desrespeito e maus tratos aos passageiros. Não quero aqui fazer a defesa destes homens, até porque não sou advogado, mas eles também são vítimas, aliás, isso ficou muito claro, pois, perderam seus empregos e como chefes de família ficarão marcados e encontrarão sérias dificuldades em que novas portas se abram. São vítimas do destrato por parte do comando da empresa, possuem como referência, pessoas que pouco se importam com os SERES HUMANOS que ali viajam, veem o descaso e a conivência do poder público constituído que não toma providências para que tais situações não ocorram, ficando inertes, somente tirando proveito das funções públicas que exercem, buscando somente os seus próprios interesses, deixando de lado os interesses daqueles que os elegeram e cuja função principal é o bem-estar social. Certa vez, João Batista foi interrogado sobre sua pregação. Por causa de sua forma contundente de falar, não fazia distinção de posição social quando o assunto era a repreensão e a pregação do Evangelho. Poderosos e humildes ouviam a mesma pregação. Lucas, capítulo 3 fica bem evidente isso:
3 E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados;
4 Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas.
5 Todo o vale se encherá, E se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão;
6 E toda a carne verá a salvação de Deus.
7 Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?
8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão.
9 E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo.
10 E a multidão o interrogava, dizendo: Que faremos, pois?
11 E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira.
12 E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer?
13 E ele lhes disse: Não peçais mais do que o que vos está ordenado.
14 E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo.
Que ligação possui esse texto bíblico com a situação que estamos tratando? Que tipo de aplicação podemos fazer? Que verdades podemos extrair em relação aos fatos ocorridos?
Quero me ater nos versos 10 e os seguintes, os quais divido, represento e faço analogia, usando as orientações e repreensões de João aos personagens citados no texto bíblico acima, que são, os publicanos que classifico como Poder Público, a multidão, representada pela Supervia, os soldados, que comparo aos seguranças e também, porque não dizer aos ouvintes que comparo aos usuários. Tais verdades podem ser aplicadas da seguinte forma:
Aos Usuários (ouvintes): “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento!” e “E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo.” Bom comportamento, respeito, civilidade e responsabilidade é o mínimo que devemos ter com o nosso próximo, com as instituições e com as autoridades!! Caso contrário, estaremos sujeitos às sanções legais e até as humanas.
À Empresa (multidão): “Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira.” Respeito aos usuários, melhores condições de viagem, treinamento e respeito aos seus funcionários são situações que devem ser esperadas por uma empresa que presta serviços e que é paga para isso!
Ao Estado (publicanos) : "Não peçais mais do que o que vos está ordenado." O mínimo que se pode exigir é a prestação de um serviço de qualidade, que seja imparcial e que favoreça àqueles que contribuem para a sua existência e a de seus representantes, com atitudes sérias, sem covardia e sem omissão!!
Aos Funcionários (soldados): "A ninguém trateis mal, nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo." O mínimo que se pode exigir de um empregado é que cumpra as sua funções com responsabilidade, serenidade, seriedade, não deixando de lado a compreensão e principalmente o amor ao próximo. Respeito é bom e todos nós gostamos!! Se acham que ganham mal, estudem e procurem algo melhor!
“Funcionários da SuperVia agridem passageiros que embarcavam na estação de Madureira” O Globo de 15/04/2009
Mas, o que revelam as atitudes destes funcionários que foram contratados para auxiliarem o embarque dos passageiros? Tais atitudes funcionais nos levam a imaginar inúmeras situações, tais como: Insatisfação, revolta, despreparo, incapacidade para o exercício das funções, certeza de impunidade, ato costumeiro, covardia e outros que você mesmo poderia pontuar.
Que os usuários deste meio de transporte passam constantemente por dificuldades, isso diariamente fica evidente. Composições lotadas, horários desregulados, serviço precário, riscos constantes de acidentes por falta de manutenção e até risco de morte em virtude da localização de determinadas situações. Porém, não poderemos deixar de citar o mau comportamento por parte de alguns dos usuários que persistem em viver na desordem, na falta de respeito e na falta de educação com os seus semelhantes.
Voltando às atitudes dos empregados, o que fica mais cristalino para mim é que o tratamento dado por eles aos usuários é apenas uma continuidade das atitudes que seus patrões teem em relação àqueles que se utilizam dos serviços da empresa. Em suma, é o reflexo, é o espelho, é a evidência das atitudes que vem de cima!! A referência deles é o desrespeito e maus tratos aos passageiros. Não quero aqui fazer a defesa destes homens, até porque não sou advogado, mas eles também são vítimas, aliás, isso ficou muito claro, pois, perderam seus empregos e como chefes de família ficarão marcados e encontrarão sérias dificuldades em que novas portas se abram. São vítimas do destrato por parte do comando da empresa, possuem como referência, pessoas que pouco se importam com os SERES HUMANOS que ali viajam, veem o descaso e a conivência do poder público constituído que não toma providências para que tais situações não ocorram, ficando inertes, somente tirando proveito das funções públicas que exercem, buscando somente os seus próprios interesses, deixando de lado os interesses daqueles que os elegeram e cuja função principal é o bem-estar social. Certa vez, João Batista foi interrogado sobre sua pregação. Por causa de sua forma contundente de falar, não fazia distinção de posição social quando o assunto era a repreensão e a pregação do Evangelho. Poderosos e humildes ouviam a mesma pregação. Lucas, capítulo 3 fica bem evidente isso:
3 E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados;
4 Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas.
5 Todo o vale se encherá, E se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão;
6 E toda a carne verá a salvação de Deus.
7 Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?
8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão.
9 E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo.
10 E a multidão o interrogava, dizendo: Que faremos, pois?
11 E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira.
12 E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer?
13 E ele lhes disse: Não peçais mais do que o que vos está ordenado.
14 E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo.
Que ligação possui esse texto bíblico com a situação que estamos tratando? Que tipo de aplicação podemos fazer? Que verdades podemos extrair em relação aos fatos ocorridos?
Quero me ater nos versos 10 e os seguintes, os quais divido, represento e faço analogia, usando as orientações e repreensões de João aos personagens citados no texto bíblico acima, que são, os publicanos que classifico como Poder Público, a multidão, representada pela Supervia, os soldados, que comparo aos seguranças e também, porque não dizer aos ouvintes que comparo aos usuários. Tais verdades podem ser aplicadas da seguinte forma:
Aos Usuários (ouvintes): “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento!” e “E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo.” Bom comportamento, respeito, civilidade e responsabilidade é o mínimo que devemos ter com o nosso próximo, com as instituições e com as autoridades!! Caso contrário, estaremos sujeitos às sanções legais e até as humanas.
À Empresa (multidão): “Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira.” Respeito aos usuários, melhores condições de viagem, treinamento e respeito aos seus funcionários são situações que devem ser esperadas por uma empresa que presta serviços e que é paga para isso!
Ao Estado (publicanos) : "Não peçais mais do que o que vos está ordenado." O mínimo que se pode exigir é a prestação de um serviço de qualidade, que seja imparcial e que favoreça àqueles que contribuem para a sua existência e a de seus representantes, com atitudes sérias, sem covardia e sem omissão!!
Aos Funcionários (soldados): "A ninguém trateis mal, nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo." O mínimo que se pode exigir de um empregado é que cumpra as sua funções com responsabilidade, serenidade, seriedade, não deixando de lado a compreensão e principalmente o amor ao próximo. Respeito é bom e todos nós gostamos!! Se acham que ganham mal, estudem e procurem algo melhor!